A voz

Ouça os passos de quem caminha no escuro em direção à luz, com a porta fechada ela fica abafada, mas quando a porta se abre ela foge em direção à atenção de alguém.

Pode ser para si ou para outrem, seu vigor não tem fronteiras, cantas o som com notas inumeráveis, diverte, pede, grita, chora e da gargalhadas, é múltipla e única, desperta com ou sem educação o distraído de plantão, ela é vida no morto silêncio, amante da audição amiga ela debate, briga e as vezes se cala.
Ouça, veja ou sinta ela, ela está por toda a parte, ela forma uma fila fazendo o alto ir ficando mais baixo e o perto ir ficando mais longe e assim beijando os vales. Exagerado esse abstrato que vira concreto, acumulando-se em cativeiro tem o peso do mundo, mas ao libertar-se deixa um mundo de vazio aliviado, ela se espalha em formas variadas, se dividi em pedaços figurativos, se embaralha e se desembaraça juntando suas células uma a uma em sintonia com as formas e expressões mergulhados em sentimentos, veja ela em uma de suas formas artísticas diante dos seus olhos, com personalidade e inquietude ela se mostra pra você.
Tudo o que enxergas agora são andarilhos que parecem imóveis, mas que caminham lentamente para os ouvidos da sua memória. 
Eu sou a voz!

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