Delícia!

Contemplando a explosão de beleza que mina na nascente da sua natureza, eu me derreto todo de prazer. Faço relatos desesperados proclamando o desejo fervoroso de saciar minha fome voraz comendo você. Você é o meu alimento mais saboroso, uma cobertura sensível, perfumada e bela, com um recheio de amor, paciência e sensualidade, que delícia!
Repousando meu corpo em sua pele e me cobrindo com os seus cabelos, me embaraço nos teus cachos e me entrelaço nos teus braços. Cuidadosamente ponho minha mão em tua nuca e trago tua boca até a minha e devoro o teu beijo. Me sinto mais vivo ao respirar o teu ar. Me empolgo e me lambuzo em cada centímetro do seu mar corporal desde os dedinhos dos pés ao último fio de cabelo.
Te banhei com as frases mais lindas que existem. Senti a quentura do seu íntimo aumentar a temperatura do meu termômetro natural até atingir o meu coração. Ah que rara emoção!
Delícia foi te pegar no colo e te virar do avesso e te amar de um jeito travesso, te fazendo emitir sons de prazer intenso em nossa mistura física. Te confundi com uma leoa feroz e em algum tempo depois te vi virar os olhos e com suas garras fincadas em minhas costas desfaleceu em meus braços. Ao mesmo tempo eu te apertei com força e esguichei um mar de amor na sua intimidade e nos tornamos um só, um só amor, um só prazer, um só corpo.
Que delícia!
Vi cair da quieta noite a chuva de centelhas que mantinha vivo o incêndio do nosso corpo enquanto apreciávamos o show de pequenas luzes. Nos abraçamos bem forte e assim ficamos por muito tempo, suspirando e sorrindo para a delícia do amor.

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