Uma ferida se abre sangrando a dor, por não expor a verdade escondida por trás da mentira, gotejando aos montes na memória da fonte o incrível duelo entre o errado e o certo defronte.
Digo o que grito. Falo o grito que digo pensando. Penso em gritos o que digo chorando. Raiva da mordaça que cala meu grito que cala minha fala. Se grito é porque preciso. Se grito é porque eu posso. Ouçam-me os céus e as montanhas. Ouçam-me os céus, o Universo e o inferno. Meu grito é da alma que fala. Grito porque grito nos Alpes da expansão. Rugir desbravadamente quebrando as correntes. Grito o que digo para dentro de mim. De dentro para fora uma âncora sobre bigorna no Mar. Deixe-me gritar.
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