Olho para o céu e vejo o quão pequeno ele é diante da minha grande insignificância.
Esfrego as minhas lamúrias nas fronhas do meu travesseiro e arrasto pelo vácuo do meu estar a ausência da voz que nunca falou.
Meço as minhas anormalidades com semblante querido e fingido. E a luz que irradia em sorriso, maquia as ruínas de um castelo choroso ao ponto de confrontar lucidez com desgovernado.
Meditei em nada enquanto cheirava o espelho que reflete o céu. Me embriaguei em meus delírios e me deitei na calçada fria da minha noite chuvosa. Enquanto desacordado da vida, sonhei com a esperança de ter asas e voar violentamente para a realidade inexistente em mim.
Sou muito amado, mas não amo o amor que me ama, não me amo e me engano pensando que amo o amor que me amou. Quero amar de verdade o amor que me abate, quero provar o amor que me invade, mas não me possui. Só vou amar o amor que me ama, me amando e amando tudo que o amor é e amorosamente mudando as minhas atitudes.
Olho para o céu e vejo o quão pequeno ele é diante da minha grande insignificância. Olho para a minha grande insignificância e vejo o quão insignificante ela é diante do infinito amor que me ama!  

Comentários

  1. Interessante suas palavras,cheio de misterios ,dificil de decifrar,mais as vezes facil de entender,coisas ditas nas entrelinhas cheias de mistérios e verdades. Te decifro como uma icognita meu caro poeta, pontos de interrocaçoes e de esclamaçoes tambem , assim vejo vc. Parabens pelo poema.

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