Quem era eu antes de conhecer os caminhos da realidade?
Deparei-me com traços de raios e rastros de pó e pedra, estreitos e largos rios de terras virgens, de pegada que os meus olhos insistiram em observar. Andarilhos antepassados puseram os pés nestas trajetórias, mas não resistiram ao tempo para registrarem o sopro do vento apagando as marcas deixadas.
Refugiado nas muitas nuvens negras nesse imenso céu noturno, congelei o meu medo de escuridão e decidi sentir o que o temporal gelado tinha para o meu momento que era solitário e infeliz. Acabei percebendo que ali não havia mal algum, era simplesmente o natural expressando a sua natureza. Pesadelos se rebelaram contra mim e a noite já não quer mais ir embora. O sono já não tem sido mais possível, a solidão e a carência de companhias não levam o meu sofrimento a sério e não querem mais ir embora.
Um mundo desconhecido meu sobreveio como a chuva da noite escura e fria. Absurdos me vem a cabeça e sentimentos bizarros apavoram a minha normalidade. O mundo espiritual que antes era indescritível, na minha opinião, hoje me serve de apoio para esclarecimentos mediante aos últimos acontecimentos da minha vida.
Como um lobo raivoso, vou desfigurando minha forma humana e vou vendo tudo e todos se distanciarem de mim.
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