Ressurgi do ingrime estado de espírito o apogeu do norte-sul da esperança. Embrulhos na mala, a voz que se cala, o olhar fixo que atravessa a janela e se estaciona no nada. Do sorriso contagiante que preenchia a sala, a pintura mais expressiva na tela. Roupas se multiplicam de maneira desordenada pela casa.
O respeito pela sua graciosidade reforça o desejo de eu ser mais completo a cada dia, sem mais nostalgia. Imponho carinhos e sonhos reais e tento servir aos dias normais.
Os sentidos são confundidos, a cabeça gira a cem por hora e nos leva a mundos desconhecidos resultado de um semblante encorajador de um ser vivo que foi gerado na sua nascente genital. O verde tem cheiro, o que se vê tem vida, mas o que se sente já não se sente mais. O desfecho era pra ser catastrófico, entretanto, o refúgio dos meus prantos foram nos meus próprios ombros que não se cansam de se auto emprestar.
O espaço vazio no canto do quarto, preenche de nada a solidão de um homem decidido a morrer de esperança. De mãos dadas com as belezas naturais do mundo, me agarro nas lembranças de ter o teu perfume na minha roupa. Perfume que você roubou das flores do nosso jardim, que ressequido me envelheceu uns 20 anos.
O cobertor de cabelos me envolveram por noites. Quantas águas tuas lavaram a tua alma e encharcaram o meu colo?
Constantes atributos medicinais, a hora lá fora não espera  minha demora. A carona do vento me joga no centro das atenções das imposições retratando o que se rebela para que nesse peito fechado uma humilde janela se abra.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog