Como fora colhida sua alegria?
Dizeres confortáveis, preciosos dilemas.
Caneta, papel e o som baixinho.
Meia luz, Whisky com gelo e cigarros.
Abaju iluminou frases da intimidade.
O Drama escorria da caneta para a folha e da folha para as lembranças.
Era a depressão fazendo pressão na Arte de sentir.
Reluzia desejos nada aparentes na soma da sua conjuntura.
Devaneios pendurados nos precipícios mais sórdidos da sua beleza.
A escrita mediou nossa trama.
O vestido longo e vermelho faziam contraste com as unhas alongadas.
Entre os dedos a piteira com fino cigarro levado a boca.
Seu batom marcava-os um a um e sopravas fumaças circulares.
Cruzou as pernas. A fenda do vestido apresentava-me belas curvas em pele de pêssego.
Degustou o Vermute importado e observou-me com graça.
Olhar indiscreto e muito convidativo.
Desfilou em minha direção com passos delicados e sensuais.
Abraçou-me com perfume de deuses e seus cabelos negros escorreram pelos meus ombros.
Romance tornou-se delírio.
Meus óculos abaixo dos olhos permitiram-me enxergar o tato.
Transtornado, esbarrei na mesa e o Whisky entornou na folha.
Manchado ficou minha escrita.
Frases desfiguradas. Frases de efeito.
Frases de um delírio gostoso e deprimente.
Poeta á beira da solidão. Um ato inconsequente.
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