Corro perigo de vida.
Por um longo tempo a solidão se fez companheira.
Deu-me abrigo quando mais precisei.
Mostrou-me a liberdade do silêncio.
Ouviu meus prantos e aconselhou-me a viver isolado.
Fugindo da frustração de manter um contato direto com o mundo.
O meu mundo já era suficiente para a minha sobrevivência.
Hoje a solidão não me quer mais.
Decidiu me deixar.
Corro perigo de vida, pois não sei viver sem ela.
Sinto um verdadeiro vazio agora.
O mundo me espera.
Vejo pessoas de bem a me estender as mãos.
A solidão pediu para que eu tentasse um novo contato.
Se não der certo, abraçarei com força minha amiga solidão outra vez.

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