Na toalha da mesa um guardanapo poesia.
Vinho branco se fez gole no paladar da sutileza.
Marcou a borda do cristal com batom de lábios frescos.
Discretamente levou suas madeixas para trás da orelha.
O olhar levemente serrado uniu-se a um sorriso de canto que fascinou-me.
Descompassada a minha respiração transpirou e o nó na garganta apertou.
Pus minhas mãos sobre as tuas e nos adoramos através de um olhar contínuo.
Nenhuma palavra foi dita.
Deixamos a admiração dos sentimentos se expressarem de maneira singela.
Tudo ao redor deixou de existir.
Mais um gole de vinho, mais um gole de beijo.
Lábios casados aos arrepios da pele.
Algo movia-se em nossos corpos.
Até que um sorriso nada discreto deixou-a encabulada.
Naquele momento fiz a leitura da sua libertação.
Eras minha de fato.
Um pedido encorajado surgiu á mesa.
Seu suspense quase fez o meu coração parar de bater.
Mas o que saiu de sua boca foi um sim ao sorriso.
A felicidade se fez forte e juntos amamo-nos na presença de nossos destinos.

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