Eu saía de um Bar, era tarde.
Caminhei pelas ruas frias e desertas daquele lugar.
Estava bêbado demais para acertar os meus próprios passos.
De cabeça baixa não percebi que havia chegado a um outro lugar.
Plantações, laranjais e todo tipo de pomar a Céu aberto.
Meu peito sorriu, mas a minha paz não estava por perto.
Tentei entender, mas não pude.
Era demais pra mim.
Cervos corriam e borboletas me rodeavam.
Zebras matavam sua sede no rio.
Minhas vestes tornaram-se alvas e meu olhar mais vivo.
Respirei bem fundo por tantas vezes.
Abri os braços e fechei os olhos.
Choveu no meu rosto.
A chuva inundou meu passado sombrio levando-me ao paraíso de minha esperança.
Nunca mais retornei ao começo de tudo.

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