Planícies devastadas por pétalas de sensibilidade.
Maravilhas entravam na porta dos pensamentos sem bater.
Lilás e amarelo desciam das árvores e pousavam nas trilhas.
Outono amou Primavera planando nos ventos quentes e desvirginados.
Adentrei no Sol daquela linda manhã.
Expandido borbulhei loucuras de fogo na poesia da face.
Minhas mãos tremiam seguras de não saber por onde tocar.
Fagulhas de orvalhos chuviscos em brisa deitaram-se sobre o dia.
As células em gestos majestosos enrugaram-se de efeito arrepio.
Por onde passaram passarinhos verdes a reclinarem-se cumprimentando o brilho da verdade.
Damascos sementes corriam nos caules dos roseirais á beira de riacho doce.
Vinhedo em taças cristais servidos á mesa de casarões.
Exausto por tanta beleza compus tal poema aos bons corações.
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